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terça-feira, 20 de julho de 2010

Achados & perdidos

A memória é um sótão atravancado de objetos inúteis, onde tanto desejaríamos encontrar aquelas coisas perdidas que - de tão perdidas - já nem sabemos mais.
o que sejam...

Mario Quintana

terça-feira, 9 de março de 2010

LXVIII Da felicidade

Quantas vezes a gente, em busca da ventura,
Procede tal e qual o avozinho infeliz:
Em vão, por toda parte, os óculos procura,
Tendo-os na ponta do nariz!


Mario Quintana

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Diálogo inútil

– Mas por que tu não fazes um poema de amor?
– Todos os poemas são de amor.

Mario Quintana

quarta-feira, 24 de junho de 2009

LXXIV Do amoroso esquecimento

Eu, agora, - que desfecho!
Já nem penso mais em ti...
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?


Mario Quintana

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Limites da conversação

Há certas coisas que não haveria mesmo ocasião de as colocarmos sensatamente numa conversa - e que só num poema estão no seu lugar. Deve ser por esse motivo que alguns de nós começaram, um dia, a fazer versos. Um modo muito curioso de falar sozinho, como se vê, mas o único modo de certas coisas caírem no ouvido certo.

Mario Quintana